
Brasília, 12 de agosto de 2026.
A Coordenadoria de Câmaras Especializadas de Agronomia (CCEAGRO) avançou, em sua terceira reunião de 2026, na construção de uma agenda nacional para modernizar a fiscalização e fortalecer a atuação dos profissionais da área. Entre os temas discutidos estiveram atribuições profissionais, responsabilidade técnica, formação, áreas de sombreamento com outras profissões, inventário florestal, arborização urbana, sementes e mudas, produção animal e questões legislativas.
Segundo o coordenador da CCEAGRO, eng. agr. Odair Lacerda Lemos, a reunião consolidou discussões iniciadas no começo do ano. “De maneira geral, foi uma reunião muito propositiva. Procuramos transformar demandas que chegam dos Creas e dos profissionais em posicionamentos institucionais capazes de fortalecer a agronomia e, ao mesmo tempo, melhorar a proteção da sociedade”, comentou sobre o encontro realizado entre 5 e 7 de agosto, em Florianópolis (SC).

Um dos principais avanços é a estruturação de um diagnóstico nacional da fiscalização da agronomia. Os Creas foram chamados a apresentar informações sobre como as atividades são fiscalizadas nos estados, dificuldades encontradas e experiências que podem ser compartilhadas. Na terceira reunião, também foram apresentados dados das ações de fiscalização da modalidade nos Regionais e revisadas as metas nacionais.
A estratégia inclui ainda integração de bases de dados, uso da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), ferramentas de inteligência artificial, forças-tarefas, fiscalizações conjuntas e parcerias com órgãos públicos. “A partir desse diagnóstico, queremos avançar para um modelo de fiscalização mais inteligente e menos dependente apenas de ações reativas ou de denúncias”, explica Odair.

Novas tecnologias
A modernização tecnológica da agricultura também entrou na pauta. Os participantes conheceram uma experiência relacionada ao uso de agrotóxicos por aeronaves remotamente pilotadas, os drones, e discutiram os desafios que a atividade impõe à fiscalização. “O Sistema precisa estar preparado para fiscalizar esse novo ambiente profissional”, afirma o coordenador, ao citar o avanço de drones, agricultura digital, sensoriamento remoto, inteligência artificial e automação no campo.
Para Odair, a fiscalização inteligente deve se apoiar em quatro elementos: “Informação, integração entre os Creas, articulação com outros órgãos públicos e capacidade de acompanhar a evolução tecnológica da agronomia”.
Alinhamento do Sistema
Lideranças do Confea e do Crea-SC também participaram da agenda. A vice-presidente do Confea no exercício da presidência, eng. civ. Ana Adalgisa Paulino, destacou o papel estratégico da agronomia para o desenvolvimento nacional e a necessidade de ampliar o reconhecimento da contribuição da área para a economia brasileira. “A agronomia é uma das principais profissões do nosso Sistema e o Brasil precisa cada vez mais da sua atuação. Precisamos mostrar essa importância e sua contribuição para o desenvolvimento nacional.”

A conselheira federal, eng. agr. Giucélia Figueiredo, ressaltou a importância de transformar os debates da coordenadoria em encaminhamentos que contribuam para o fortalecimento do Sistema Confea/Crea e para a defesa do espaço profissional da Agronomia. “Precisamos dialogar com o Colégio de Presidentes, que é a força política do nosso Sistema, para que nossas demandas cheguem ao Congresso Nacional”, pontuou.

Já o presidente do Crea-SC, eng. civ. Kita Xavier, eleito conselheiro federal para o mandato 2027-2029, destacou a importância das profissões do Sistema Confea/Crea para o desenvolvimento do país e afirmou que levará ao Confea sua contribuição em defesa da categoria. “As principais soluções que melhoram a vida da sociedade passam pelas nossas profissões. Onde tem engenharia, tem solução: temos a responsabilidade de oferecer segurança e qualidade de vida”, afirmou.

Próximos passos
A quarta e última reunião ordinária da CCEAGRO em 2026 está prevista para os dias 25 a 27 de novembro, em Brasília. O encontro deverá avaliar as ações realizadas ao longo do ano, o cumprimento do Plano de Ação e as prioridades para 2027. A expectativa é chegar ao final do exercício com propostas concretas para subsidiar decisões do Confea e orientar os Creas, além de avançar na defesa das atribuições profissionais e na modernização da fiscalização.
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Julianna Curado
Equipe de Comunicação do Confea
Com informações da Assessoria de Comunicação do Crea-SC
