Aracaju, 14 de outubro de 2026
O Confea-X, Hub Nacional de Inovação do Sistema Confea/Crea e Mútua, participa da 81ª Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia (Soea) de 14 a 16 de outubro, em Aracaju (SE), com 28 startups na Vila de Startups. Neste ano, a seleção dos negócios ocorreu por chamamento público, uma inovação no processo de escolha das empresas. Elas apresentam tecnologias voltadas às engenharias, à agronomia e às geociências. A Experiência Confea-X inclui ainda palestra, pitch reverso e três capacitações abertas ao público.

A coordenadora do Confea-X, Luana Matos, afirma que o novo formato amplia o alcance da iniciativa: “Com o chamamento público, a seleção ganha transparência e a Vila ganha visibilidade nacional, abrindo espaço para startups de todo o país. Esse movimento traduz o propósito do Confea-X, Hub Nacional de Inovação do Sistema Confea/Crea: desenvolver profissionais e startups do Sistema para transformar desafios da engenharia, da agronomia e das geociências em soluções para a sociedade”.
A proposta da Experiência Confea-X é reunir em um mesmo espaço inovação, tecnologia, desenvolvimento de negócios, capacitação e conexão com o mercado, para que os participantes conheçam soluções, desenvolvam negócios e participem das discussões sobre o futuro das profissões do Sistema.
Vila de Startups
Os 28 negócios vêm de diferentes estados e foram selecionados em chamamento público. Atuam em áreas como construção civil, agricultura, contratações públicas, mobilidade elétrica, recursos hídricos, educação profissional e propriedade intelectual. A reportagem ouviu representantes de três startups durante a feira.
Sediada em Sergipe, a Arandu desenvolve uma plataforma de gestão de projetos de engenharia com a metodologia BIM. A ferramenta reúne em um só ambiente tarefas, prazos, cronograma financeiro, arquivos e a comunicação entre os projetistas de arquitetura, estrutura e instalações. “A gente consegue reunir funcionalidades de várias plataformas”, explica Natália Ramos, sócia responsável pelo relacionamento. A startup tem um ano e meio, nasceu no programa Startup Nordeste, do Sebrae, passou pelo Inovativa Brasil e está em fase de testes. Natália avalia que a Soea reúne um público mais ligado à engenharia do que outras feiras de que a empresa participou. “O pessoal que está visitando sempre fica querendo conhecer e pega nosso contato, então está sendo proveitoso”, diz.
A Ela Faz qualifica mulheres em situação de vulnerabilidade social para o mercado da construção civil, com foco em obras de reforma. Segundo a representante da startup, as participantes aumentam a renda em até 60%, e muitas passam a atuar de forma autônoma. A metodologia, validada pela empresa, qualifica tanto a comunidade quanto a construtora. “Quando uma mulher se forma numa área da construção civil, ela não adquire só uma profissão, mas também autonomia financeira”, afirma Lívia Viana. A startup parte do dado de que apenas 40% das mulheres em idade economicamente ativa estão trabalhando, em um setor que carece de mão de obra para atender à demanda por moradia.
A Catching Up atua com propriedade intelectual, com foco em patentes, e atende indústrias de pequeno, médio e grande porte, além de pessoas físicas. O CEO, João Jackson, tem 35 anos de trajetória em pesquisa e desenvolvimento e passou a trabalhar com patentes ao perceber a necessidade de a engenharia participar do processo de inovação. “Quando você fala de propriedade intelectual na engenharia, as pessoas acham um pouco contraditório, mas é uma oportunidade que a gente tem de quebrar esse paradigma”, diz. Para ele, a patente é uma ferramenta para implementar a inovação e estimula a cultura de criação nas empresas. O executivo afirma que a maior parte das patentes no Brasil está nas universidades, o que considera natural em um país em desenvolvimento.

Pitch reverso
Na tarde desta quarta-feira, a programação do Confea-X promoveu uma palestra com o InterNey e um pitch reverso com as empresas Cargill, Banco da Amazônia e AproSoja, em que as instituições propunham problemas para os quais, futuramente, startups apresentarão soluções.
Representante da Cargill, Felipe Carvalho informou que o problema principal da empresa é rastreabilidade: garantir ao consumidor europeu que ele não está consumindo produto de área desmatada. Já o Banco da Amazônia precisa analisar o risco socioambiental de cada imóvel de maneira ágil: sem travar, mas sem arriscar desmatamento. A AproSoja por sua vez quer desburocratizar a regularização do produtor.
As apresentações finalizavam com um QR Code, para onde as startups devem enviar suas propostas de solução.
A programação do Confea-X cobre todos os dias do evento. As capacitações ocorrem no estande do Confea e são abertas ao público da Soea.
15 de outubro, 16h30 às 18h30: capacitação “Como colocar sua solução na mesa de grandes compradores”, sobre preparação comercial, posicionamento e aproximação com grandes empresas e potenciais compradores.
16 de outubro, 15h às 16h: capacitação “Quem pode financiar o próximo passo do seu negócio?”, sobre financiamento, investimento e oportunidades para apoiar a expansão de negócios inovadores.
Até 16 de outubro, ao longo do evento: Vila de Startups, espaço para conhecer de perto as startups selecionadas, conversar com os participantes e identificar possibilidades de conexão, parceria e negócios.
Continue acompanhando o Confea-X
A atuação do Hub continua além de Aracaju. Editais, programas e oportunidades do Confea-X podem ser acompanhados em confeax.org.br.
Reportagem: Beatriz Leal
Edição: Beatriz Leal
Equipe de Comunicação da 81ª Soea
Fotos: Sto Rei e DBrothers/Confea
