
Aracaju, 14 de outubro de 2026.
Apesar do título da sua apresentação, “O futuro que já é presente nas Engenharias, Agronomia e Geociências”, o palestrante Edney Soares de Souza, conhecido como Interney Souza, tratou de oferecer ao público da Soea, nesta quarta-feira (14/10) também algumas perspectivas sobre o que poderemos ver nos próximos quatro anos ou apostas ainda mais longevas. Interney foi apresentado pelo conselheiro federal eng. ftal. Nielsen Christianni, futuro presidente do Crea-PE.
“Quando a tecnologia acelera, o valor profissional muda”, disse Christianni, apontando algumas questões para refletir sobre a ideia de que o futuro já está no mercado. Ele cita que ano passado, na Soea de Vitória, um dos participantes perguntou se a IA iria tomar o campo de trabalho dos engenheiros. E a palestrante disse que quem estaria tomando seria quem estivesse preparado.
“A mudança não é só tecnológica. O conhecimento nos ajuda a entender as coisas e a tecnologia nos dá capacidade de ampliar e fazer com mais precisão. Para isso, é preciso tomar decisão para gerar impacto com as transformações que desejamos. Quem será capaz de conectar conhecimento, tecnologia e decisão são os profissionais que não apenas acompanham as transformações, mas ajudam a construi-las. O futuro não se espera, se constrói, pela Engenharia, Agronomia e Geociências”, arrematou.

Na sequência, a líder do Confea-X, hub nacional de inovação do Sistema Confea/Crea, eng. agr. Luana Matos de Carvalho, citou o "pitch reverso", em que 28 startups estão oferecendo, durante a Soea, oportunidades de negócios. Falou ainda sobre o estande do Confea-X na ExpoSoea, apresentando, então, o autor de “ChatGPT: do zero aos prompts aplicados”. “Vamos ampliar o nosso olhar”, convidou.
Edney “Interney” Souza se apresentou como ex-desenvolvedor de softwares e ex-empreendedor. Autor de outros bestsellers, ele considerou que “estamos vivendo em um monte de inovações tecnológicas. A startup é o modelo de negócios onde a gente está instável. Temos o hoje, o que está saindo do laboratório e as apostas”.
A partir daí, a palestra, toda feita por inteligência artificial com base nos arquivos e pensamentos do próprio palestrante, citou diversos exemplos que se aplicam às três situações, como carros autônomos que já são realidade nos Estados Unidos. Entre comentários mais breves e precisos como: “O futuro não é distribuído de forma igual”, dependendo de fatores como classes sociais e objetivos. E ainda: “Para definir se é uma tendência, é preciso saber se saiu do laboratório, se tem valor, se tem capital sustentando a escala”.

Antes, Interney considerou que há três modos de inovar: pela novidade, pela renovação ou pela restauração (pegar uma tecnologia antiga e colocá-la em atividade novamente). “Temos também a inovação incremental, pequena, gradual, e a disruptiva, como os serviços de mensagens pelo telefone e as tecnologias de energia solar. Ela geralmente depende de várias incrementais antes”. Para inovar na sua área, ensina, você precisa dividir seu tempo na chamada ambidestria organizacional. “O maior tempo é no hoje, mas não deixo o amanhã despreparado”.
Confira a seguir alguns pontos da palestra dividida entre o hoje, os próximos quatro anos e as promessas de médio prazo
Hoje
• Ia preditiva é o que está saindo do laboratório. Robôs na lavoura identificam e só aplicam herbicida na planta daninha. Sistema feito no Brasil.
• iFood á fez 5 mil entregas entre Aracaju e a Barra dos Coqueiros. Tecnologia brasileira;
• outro exemplo de inteligência artificial preditiva pode prever a chance de a máquina quebrar e avisa sobre a necessidade de manutenção.
• exoesqueleto que coloca a pessoa em pé;
• robô Sport que escaneia uma obra em 60 minutos;
• built Robotics crava sozinho as estacas de uma usina solar;
• satélite acha vazamento escondido, no Rio;
• sensor com IA no esgoto avisa antes do entupimento, em São Paulo;
• super microscópio em Campinas com 12 linhas de luz recebendo projetos de pesquisa, do arroz enriquecido ao hidrogênio.

2 a 4 anos
• reator nuclear de até 300 MW para datacenters;
• avião elétrico que decola na vertical, Eve, da Embraer, à espera da homologação da Anac;
Apostas
• Datacenter flutuando no oceano (energia das ondas, chip de iA a bordo e dados por satélite); Fábricas em órbita (experimentos com cápsulas);
• mesmo metal, com 60% a menos de peso sendo feito por um robô que vai fazendo impressão 3D com ligas metálicas. O robô põe metal só onde a física pede;
• Humanoides. Hoje a custo de 5 mil dólares
Reportagem: Henrique Nunes
Edição: Henrique Nunes
Equipe de Comunicação do Confea
Fotos: Sto. Rei e Dbrothers/Confea
Gestão de imagens: Paula Moreira
